{"id":793,"date":"2017-10-26T18:49:53","date_gmt":"2017-10-26T20:49:53","guid":{"rendered":"http:\/\/labcritica.com.br\/?p=793"},"modified":"2017-10-26T18:49:53","modified_gmt":"2017-10-26T20:49:53","slug":"cristina-rosa-herancas-e-diasporas-afro-amerindias-nos-estudos-de-dancas-brasileiras-nos-eua-e-na-europa-novembro-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/labcritica.com.br\/english\/cristina-rosa-herancas-e-diasporas-afro-amerindias-nos-estudos-de-dancas-brasileiras-nos-eua-e-na-europa-novembro-2017\/","title":{"rendered":"Cristina Rosa | Heran\u00e7as e di\u00e1sporas afro-amer\u00edndias nos estudos de dan\u00e7as brasileiras nos Eua e na Europa | Novembro 2017"},"content":{"rendered":"<p>Resid\u00eancia te\u00f3rica de Cristina Fernandes Rosa (University of Reohampton, UK) no Laborat\u00f3rio de Cr\u00edtica, dias 7 a 12 de novembro, durante a programa\u00e7\u00e3o do semin\u00e1rio internacional\u00a0<em>Trans-In-Corporados: construindo redes para internacionaliza\u00e7\u00e3o da pesquisa em dan\u00e7a,<strong>\u00a0<\/strong>no Museu de Arte do Rio<\/em>. Na ocasi\u00e3o, Rosa participar\u00e1 de debates e apresentar\u00e1 a palestra de encerramento do evento\u00a0<em>HERAN\u00c7AS E DI\u00c1SPORAS AFRO-AMER\u00cdNDIAS NOS ESTUDOS DE DAN\u00c7AS BRASILEIRAS NOS EUA E NA EUROPA: FLUXOS E REFLUXOS<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"btx-item btx-button btx-button--border btx-button-hover--brand btx-button-size--small btx-button-color--brand btx-center-position\"><a href=\"http:\/\/www.labcritica.com.br\/trans-in-corporados2017\/\" class=\"btnx\" target=\"_blank\" style=\"border-radius:4px; border-width:2px;\">Acesse Trans-In-Corporados<i class=\"twf twf-In-arrow-right btx-icon--after\"><\/i><\/a><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HERAN\u00c7AS E DI\u00c1SPORAS AFRO-AMER\u00cdNDIAS NOS ESTUDOS DE DAN\u00c7AS BRASILEIRAS NOS EUA E NA EUROPA: FLUXOS E REFLUXOS | <em>AFRO-AMERINDIAN HERITAGE AND DIASPORAS OF BRAZILIAN DANCE STUDIES IN THE US AND EUROPE: EBBS AND FLOWS<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Profa. Dra. Cristina Fernandes Rosa\u00a0<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Professora do Dance Department, University of Roehampton,\u00a0Reino Unido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n<p>Nesta palestra Rosa questiona o lugar que a produ\u00e7\u00e3o cultural Brasileira ocupa no exterior, dentro do contexto da dan\u00e7a. Na primeira parte, Rosa tra\u00e7a um breve panorama hist\u00f3rico da dan\u00e7a na Europa e nos Estados Unidos no s\u00e9culo XX, tanto quanto forma art\u00edstica como disciplina acad\u00eamica. De um lado, ela prop\u00f5e, a dan\u00e7a tem rompido varias barreiras, desde da expans\u00e3o das formas de dan\u00e7ar e de coreografar (muito al\u00e9m do bal\u00e9 cl\u00e1ssico e de suas narrativas rom\u00e2nticas) at\u00e9 o seu entendimento como um campo de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento (al\u00e9m de ser objeto de estudo ou de consumo). Apesar desses avan\u00e7os, Rosa afirma que, por outro lado, tanto o mundo acad\u00eamico quanto o art\u00edstico do Norte Global n\u00e3o se desatrelou completamente do arcabou\u00e7o euroc\u00eantrico estabelecido na era colonial e aperfei\u00e7oado durante o Imperialismos Brit\u00e2nico e Norte Americano. Ou seja, a dan\u00e7a desenvolveu-se ao longo do s\u00e9culo XX a partir de uma linha abissal moderna (Sousa Santos 2007) que gerou dois arquivos diferenciados. Segundo Marta Savigliano (2011), o chamado Arquivo Dan\u00e7a-Arte tem se dedicado largamente a colecionar produ\u00e7\u00f5es que foram criadas ou que ganham visibilidade dentro do Norte Global, em sua maioria aliadas a uma \u00f3tica ou est\u00e9tica euroc\u00eantrica (cl\u00e1ssica, moderna, p\u00f3s-moderna, ou contempor\u00e2nea). Em contrapartida, todos os outros tipos e formas de dan\u00e7ar que existem pelo mundo afora tem sido historicamente colecionado dentro do Arquivo Dan\u00e7a-Antropologia. Enquanto o primeiro \u00e9 organizado a partir da inova\u00e7\u00e3o art\u00edstica de obras autorais e de suas relev\u00e2ncias est\u00e9ticas, o segundo agrupa formas a partir da relev\u00e2ncia social e da autenticidade de suas praticas e processos de car\u00e1ter coletivo. Aqui est\u00e3o a dan\u00e7a \u00e9tnica, folcl\u00f3rica, e mais recentemente, o que se denomina nos Estados Unidos de \u201cWorld Dance\u201d. Na segunda parte, Rosa discute as implica\u00e7\u00f5es desse cen\u00e1rio descrito acima para o reconhecimento e circula\u00e7\u00e3o das dan\u00e7as produzidas no Brasil, um pais onde as elites tem sustentado tend\u00eancias euroc\u00eantricas apesar da maioria da popula\u00e7\u00e3o se identificar como Afrodescendente. Como se pode imaginar, as dan\u00e7as conectadas `as matrizes africanas e Amer\u00edndias no Brasil foram historicamente catalogadas no exterior quase que exclusivamente dentro do Arquivo Dan\u00e7a-Antropologia. Sendo assim, a valoriza\u00e7\u00e3o art\u00edstica dessas formas, e de seus criadores, tem sido minimizada ou desprezadas. Mais adiante, Rosa aponta para os questionamentos que come\u00e7aram a acontecer a partir do surgimento dos estudos cr\u00edticos de dan\u00e7a ao final do s\u00e9culo XX, tanto no Brasil como l\u00e1 fora, e das transforma\u00e7\u00f5es\u200b a partir da infiltra\u00e7\u00e3o de artistas e acad\u00eamicos de varias partes do mundo (e de forma\u00e7\u00f5es art\u00edstico-culturais diversas) dentro do herm\u00e9tico Arquivo Dan\u00e7a-Arte. Em particular, Rosa cita exemplos de pioneiros nacionais e internacionais, e outros mais recentes, cujos trabalhos permeiam ou trazes nova luz sobre a relev\u00e2ncia da est\u00e9tica Afro-Brasileira e seus produtores de conhecimento art\u00edstico. Em sua conclus\u00e3o, Rosa nomeia alguns pontos que ainda est\u00e3o por ser alcan\u00e7ado e indica novos roteiros a serem tra\u00e7ados para que se complete o reconhecimento de variados tipos de dan\u00e7as Brasileiras em terras estrangeiras.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> est\u00e9tica afrobrasileira, heran\u00e7a afroamer\u00edndia, di\u00e1spora, ecologia dos saberes, decolonialidade.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Abstract<\/strong><\/p>\n<p>In this lecture Rosa questions the place that Brazilian cultural production occupies abroad, within the context of dance. In the first part, Rosa traces a brief historical overview of dance in Europe and the United States in the twentieth century, both as an artistic form and as an academic discipline. On the one hand, she proposes, dance has broken down several barriers, ranging from the expansion of way of dancing and choreographing (far beyond the classical ballet and its romantic narratives) to its understanding as a field of knowledge production (beyond an object of study or consumption). On the other hand, Rosa affirms that, despite these advances, both the academic and the artistic world of the Global North haven\u2019t completely de-linked from the Eurocentric framework established in the colonial era and perfected during the British and North American Imperialisms. That is, dance developed throughout the 20th century from a modern abyssal line (Sousa Santos 2007) that generated two different files. According to Marta Savigliano (2011), the so-called Dance-Art Archive has been largely devoted to collecting productions that were created or that gained visibility within the Global North, mostly allied to a Eurocentric viewpoint or aesthetic (classical, modern, postmodern, or contemporary). In contrast, all other types and forms of dance that exist around the world have been historically collected within the Dance-Anthropology Archive. While the former is organized around the artistic innovation of authorial works and their aesthetic relevance, the latter groups forms around the social relevance and the authenticity of their collective practices and processes. Here are so-called \u201cprimitive\u201d, ethnic, folk, and more recently, what has been called &#8220;World Dance&#8221; in the United States. In the second part, Rosa discusses the implications of this scenario described above to the recognition and circulation of dances produced in Brazil, a country where elites have supported Eurocentric tendencies despite the majority of the population identifying themselves as African descendants. As one might suspect, the dances connected to the African and Amerindian heritages in Brazil were historically catalogued abroad almost exclusively within the Dance-Anthropology Archive. Thus, the artistic valorisation of these forms, and their creators, has been minimized or despised. Later on, Rosa points to the questions that began to emerge from the dawn of critical dance studies at the end of the twentieth century, both in Brazil and abroad, and the transformations from the infiltration of artists and scholars from various parts of the world (and diverse artistic-cultural formations) within the hermetic Dance-Art Archive. In particular, Rosa cites examples of national and international pioneers, and more recent ones, whose works permeate or shed new light on the relevance of Afro-Brazilian aesthetics and their producers of artistic knowledge. In her conclusion, Rosa names a few points that are still to be reached and indicates new routes to be traced in order to complete the recognition of various types of Brazilian dances in foreign lands.<\/p>\n<p><strong>Keywords<\/strong>: Afro-Brazilian aesthetics, Afro-Ameridian heritage, diaspora, ecology of knowledge, decoloniality.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Sobre a pesquisadora<\/h3>\n<p><div class=\"btx-item btx-image btx-left-position\"><div class=\"btx-image-container\"><div class=\"btx-media-wrapper\" style=\"max-width:100%;\"><div class=\"btx-media-wrapper-inner\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/labcritica.com.br\/english\/wp-content\/themes\/bateaux\/dist\/images\/bateaux-placeholder-square.png\" alt=\"\"  width=\"600\" height=\"600\" \/><\/div><\/div><\/div><div class=\"btx-image-caption\">Cristina Fernandes Rosa | University of Roehampton (Reino Unido)<\/div><\/div><strong> Cristina Fernandes Rosa <\/strong>\u00e9\u00a0Senior Lecturer no Department of Dance da University of Roehampton. J\u00e1 ensinou em v\u00e1rias faculdades e universidades dos EUA, incluindo a University of California Riverside, Tufts University, Reed College e a Florida State University, Tallahassee. Tamb\u00e9m foi pesquisadora do Centro de Pesquisa Internacional Freie Universit\u00e4t Berlin, com o projeto &#8220;Interweaving Performance Cultures&#8221; (Alemanha, 2012-13). Rosa obteve seu doutorado na Universidade da Calif\u00f3rnia, em Los Angeles (EUA).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resid\u00eancia te\u00f3rica de Cristina Fernandes Rosa (University of Reohampton, UK) no Laborat\u00f3rio de Cr\u00edtica, dias 7 a 12 de novembro, durante a programa\u00e7\u00e3o do semin\u00e1rio internacional\u00a0Trans-In-Corporados: construindo redes para internacionaliza\u00e7\u00e3o da pesquisa em dan\u00e7a,\u00a0no Museu de Arte do Rio. 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